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quinta-feira, 23 de maio de 2013

CAVEIRA x MOTOS

A Caveira no Motociclismo

Significado da Imagem da Caveira



Quando se trata de motociclismo, muita gente se pergunta por que tem muito Moto Clube que utiliza "ela" como símbolo, então vá lá...
Lembro! Tem muita gente que pensa ou dá outro sentido a "ela" também.

A caveira é comumente utilizada como símbolo de moto clubes, porém a idéia não é cultuar a agressividade ou o mal, muito pelo contrário, a caveira significa A IGUALDADE ENTRE AS PESSOAS. A morte é a maior e mais pura revelação desta igualdade.
Modelo de garrafa e copos de Caveira

A Caveira tem ainda o significado da valorização e o não abandono das nossas raízes e valores. Significa também o espírito do motociclismo, que transcende à morte, a utilização da razão, do raciocínio e da inteligência. Portanto, nada de medo, meu rapaz...BONS SONHOS!


sexta-feira, 3 de maio de 2013

ORIGEM DAS JAQUETAS DE COURO 

NO MOTOCICLISMO

Marlon Brando 1953

História das roupas de couro para motociclistas
De uns anos para cá surgiram no mercado global diversas empresas que produzem vestimentas especiais para motociclistas. Mas até poucos anos, praticamente só se usavam roupas de couro e mesmo hoje, muitos motociclistas ainda só as utilizam.
Essa matéria não visa fazer um comparativo entre os diversos tecidos e o couro, utilizado por motociclistas, e sim, apenas de contar um pouco da história das tradicioanais roupas de couro no mundo das motos.
O pós-guerra trouxe mudanças no comportamento das pessoas, gerando novos estilos de vida, mais radicais, especialmente expressos por novos modos de vestir, introduzidos pelos jovens, formando movimentos que literalmente vinham das ruas, o street-style (estilos de rua). Neste mesmo período a motocicleta, que começou a ficar em evidência a partir de 1942, devido a Segunda Gerrra Mundial, passa a ser difundida através de filmes emblemáticos, do universo cinematográfico, criando um forte impacto no imaginário popular.
"Wild One" de 1954, estrelado por Marlon Brando e as corridas de motocicleta em Hollister, na California, foram os elementos determinantes para o surgimento do street-style bikers. Marlon aparecia em "Wild One" como o líder de uma gang de motociclistas... sua imagem no poster do filme, vestindo uma Perfecto, a jaqueta de couro preta, em cima de um moto, lhe conferiu uma impactante atitude de rebeldia e angústia. O estilo bikers (que em inglês significa motocicleta), propagou com força total a subcultura, muito mais do que os estilos de rua da década anterior, os Zooties e os Rhinestone Cowboys. Como a partir do início dos anos 50, a moda não é mais ditada pela alta costura, e sim pelas ruas da cidade, que passaram a apresentar inovações, um novo conceito do novo. Tudo mudou... Os padrões foram invertidos, alterando para sempre o establishment e a resistência da sociedade às mudanças, que agora aconteciam em um ritmo mais acelerado.
Para melhor compreender a força abrangente do estilo biker é preciso conhecer a origem do movimento e sua trajetória. O ponto de partida: tudo começou com retorno dos jovens soldados americanos, que vieram da Segunda Guerra. Estes rapazes não queriam mais usar um terno, uma gravata e um corte de cabelo comportado. Eles não mais se encaixavam no modelo americano de uma casa standard (padrão), equipada com aparelhos domésticos, um carro standart, crianças e cachorro. A adrenalina ainda corria em suas veias, devido ao excitamento da guerra... e era muito difícil para estes rapazes, a maioria pertencente a classe trabalhadora, aceitar a conformidade das coisas, era quase que impossível para eles carregar sacolas de supermercado, para quem carregou metralhadoras B17.
Muitos destes jovens pilotaram aviões e motocicletas durante a guerra... Porém, este modo de transporte foi somente um foco simbólico para um estilo de vida que era radicalmente diferente de tudo o que tinha sido antes. Reunidos em gangs com nomes como "The Booze Fighters" (os percursores dos Hells's Angels), estes jovens mudaram por completo o aspecto do New American Way. E foram seguidos por milhares de outros jovens na América, e depois em Londres e vários lugares da Europa, todos fortemente influenciados por Brando, sua moto e sua jaqueta de couro!
Perfecto, a indestrutível jaqueta de motocicleta usada por Brando em "The Wil One" é o clássico rebelde uniforme, que nasceu com o propósito de ser bem usual. Idealizada em 1928 por Schott Bros., a jaqueta proporcionava proteção ao corpo, no caso eventual de um acidente, e foi distribuída diretamente aos motociclistas através do fabricante das motos Harley Davidson. A Perfecto foi criada por Irving Schott, que se uniu ao irmão Jack, Irving e Jack, filhos de imigrantes russos, abriram em 1913 sua empresa no East Broadway, em Manhattan, fabricando peças impermeáveis, que protegiam do vento e da chuva. Em 1925, a Schott Bros. introduz blusões com feche éclair (zíper), no lugar de botões, e em 1930 passou a vender jaquetas de couro para os pilotos da Força Aérea Americana... Quando em 1954, Marlon Brando surge em "Wild One", em uma motocicleta, vestindo a preta jaqueta de couro Perfecto torna-se um implacável sinônimo de rebeldia... E até hoje esta imagem permanece mítica!
Fundamentalmente, o sucesso do movimento bikers se deve ao estilo diferenciado de vestir e a sua bad atittude. Enquanto, por muito tempo, o clássico alfaiate da cidade fazia réplicas de ternos, atendendo ao desejo dos jovens locais de ser "dress up", os bikers desafiaram as convenções sociais de modo estilístico e ideológico, o que no final possui o mesmo significado. Os bikers vestiam roupas velhas, gastas de tanto usar, que mostravam sua escabrosa experiência na estrada: a preta jaqueta de couro Perfecto, que muitos destes jovens bikers haviam trazido da guerra, o jeans surrados com a barra da calça virada e boots. Em uma cena de "Wild One" aparece o seguinte diálogo irônico: "Ele tem uma moto, ele tem uma Perfecto, e ele tem uma garota. Como ele ainda não está satisfeito?" O que os jovens bikers aspiravam: ser eles mesmos, sem se preocupar em seguir convenções sociais, sem desejar ser aceito por ninguém... e o que hoje todo adolescente deseja... perambular com estilo!
Claro, a Segunda Guerra serviu para elevar o status de certas peças de vestuário - mais notadamente a jaqueta de couro. Enquanto no início da guerra a elite militar aparecia em fardas ornamentadas com medalhas de ouro, a partir do envolvimento efetivo dos EUA, após o bombardeio em Pearl Harbor, mostrou os militares vestindo a jaqueta de couro, a mesma que os bikers agora tomaram como o seu uniforme. Porém, assim que a jaqueta de couro passou a "pertencer" aos bikers, sua associação com heroísmo foi deliberadamente minada. A associação da jaqueta de couro, então, passou a ser com a bad attitude.
Os Bikers, no final dos anos 40 e início dos 50's, representaram o radical surgimento da subcultura motorizada e obviamente foram os precursores das gangs de motos, "uma sociedade com parâmetros estabelecidos sob duas rodas". Devido à época do pós-guerra, mesmo que por acaso, sem grandes intenções e ideologias, eles os bikers, mudaram notavelmente o curso da história contemporânea! A partir de então, a Perfecto, a preta jaqueta de couro, com a qual os bikers se rebelaram contra todas as convenções (sociais, políticas, culturais,...) tornou-se um ícone estilístico e encadeou o conceito do street-style. Esta é a prova de que os bikers, dramaticamente e vividamente, mais do que qualquer outra subcultura, introduziram as noções de alternância e transtorno, a "chave de ignição" que deu partida a novos e diferentes estilos de vida... todos seguindo na carona do rock'n roll (a música pop).
Depois dos bikers, outros estilos de ruas adotaram a Perfecto, em especial os ton-up boys (tribo urbana motorizada que surgiu em Londres); os rockers (início dos anos 60, eles adoravam decorar as jaquetas com bottons), os greasers (meados dos 60's) e os punks (final dos anos 70 e início dos 80's). Sensual e sem excessos, mas repleta de detalhes funcionais, a jaqueta Perfecto, esta peça em couro preto, através de décadas, tornou-se um veículo de mistério masculino e alienação, com um leve toque de drama. A Perfecto veste a reputação de qualquer um que a use, de modo instantâneo, por isso é tão adorada por top models e fashionists. As mulheres pegaram emprestado este ícone estilístico e a adotaram em seu guarda-roupa. Desde o seu surgimento no cinema, em "Wild One", a Perfecto tem sido reeditada em vários estilos (do prêt-à-porter à alta-costura); a leitura de seu vigoroso glamour é imediata, sua aparência é impactante e proporciona a quem usa, a possibilidade, no instante em que a veste, de reinventar a si mesmo, de seguir pelos múltiplos caminhos da subjetividade...

Jaqueta Perfecto estilizada para modelo

Bunda de Ferro ou Bunda de Algodão


Iron Butt? Não seria melhor um Cotton Butt?

Texto por Policarpo Jr
No mundo do motociclismo existem práticas para todos os gostos e perfis de motociclistas, cada qual faz com sua moto o que julga mais interessante.
Uns curtem moto velocidade, outros trilhas, competições em trilhas, passeios, viagens médias e longas e tem ainda aqueles que gostam de desafios, nessa última modalidade, existem os conhecidos desafios Iron Butt. Sim, tem aqueles que curtem queimar pneus, rodar com escapamento estourado e tal, mas esses são muito chatos!
Na tradução literal, Iron Butt = bunda de ferro. A expressão é essa porque o desafio se consiste em andar grande quilometragem em curto espaço de tempo, como, por exemplo, 1600km em até 24 horas, chamado de desafio SaddleSore.
O Iron Butt foi inventado nos EUA, onde as estradas, a educação e o respeito daqueles que as utilizam, nada tem a ver com as realidades brasileiras. Sob esse ponto de vista, inclusive, o motociclista que faz Iron Butt nas estradas tupiniquins deveria ter duplo reconhecimento da Associacão Iron Butt (www.ironbutt.com), porque é muito mais difícil! Mas isso dá caldo para outro texto.
O que quero propor aqui é um desafio contrário ao significado do Iron Butt, ou seja, rodar grandes quantidades no maior tempo possível, podemos chamar isso de "Cotton Butt" (bunda de algodão)!
Sim, Cotton Butt, o desafio é: rodar 1600km em 8 dias, mantendo uma média de 200km/dia, pernoitando em 8 cidades diferentes, fazendo amizades por todas elas, conhecendo seus pontos turísticos, suas culinárias e claro, tirando muitas fotos. Para se tornar um verdadeiro "Cotton Butt" é preciso reunir todos os comprovantes dos hotéis hospedados, restaurantes frequentados, 10 fotos de cada uma das cidades que se pernoitar e as assinaturas dos novos amigos!
E ai, aceita o desafio?  E não fique achando que é fácil hein, porque não é! Não vale estender a viagem e nem ficar mais que um dia em cada cidade, por melhor que seja sua estadia! E não adianta vir com a desculpa que arrumou uma namorada(o)...
Texto por Policarpo Jr - RockRiders.com.br

quinta-feira, 2 de maio de 2013

O QUE É UM MOTO-CLUBE ?

REVISTA MOTO.com.br - 26ª EDIÇÃO

O QUE É UM MOTO CLUBE AFINAL?

Vale a pena montar um?
Confira a opnião de quem entende do assunto.
Muita gente tem nos consultado a respeito de como se monta, e se forma um MC e o que é preciso para isso. Na maioria das vezes aconselho que não se monte outro MC, além do que, as respostas a essas perguntas, muitas vezes, são difíceis de serem dadas, visto que o consulente, na maioria dos casos é absolutamente leigo no que diz respeito à moto clubes. Sempre afirmo que é muito fácil se montar uma associação de motociclistas, que todos nós denominamos Moto Clube, já que cumprindo a lei, não é difícil legalizar esta situação. Acontece que muita gente pensa que juntando alguns amigos e colocando um desenho bonito nas costas de cada um, com um nome qualquer já se possui um MC. Puro engano. É preciso, ainda, conquistar o respeito da comunidade motociclista organizada e demonstrar como, para que e de onde veio o grupo, o que leva algum tempo para isso, pelo menos perante os MCs sérios e tradicionais. Vemos todos os dias, nos encontros, nas estradas, nos postos de combustíveis, muita gente com uma moto bonita, usando um colete sem sequer saber o porque. Tem moto clube vendendo patch pela internet e enviando pelo correio, sem qualquer cuidado ou seleção. Postura, respeito às cores, comportamento adequado na condução da motocicleta para se evitar acidentes são coisas desconhecidas para a grande maioria dos integrantes dos MC's na atualidade. Mas, e a culpa de quem é? Ora, se não há educação transmitida por quem deveria tê-la para poder passar adiante, não há o que se cobrar de ninguém. Cabe a todos os presidentes de moto clubes, quando assumem os seus cargos, terem plena consciência e o compromisso de orientar os integrantes de seu MC e conduzi-los de maneira segura, respeitosa, e, acima de tudo, com conhecimento do que significa pertencer a uma agremiação que honrosamente utiliza a sigla M.C. Não pretendemos aqui nos alongar muito, mas não podemos deixar de comentar que a ignorância a respeito do tema MC é muito grande, haja visto o uso de denominações absolutamente fora de propósito para alguns moto clubes, que chegam a denegrir o espírito que deve nortear o motoclubismo. O povo vem clamando por uma regulamentação quanto ao uso de nomes, as datas de eventos, ao respeito pelos mais antigos, mas uma solução para tudo isso vem caminhando a passos lentos, até por falta de consciência da grande maioria. Gostaria de lembrar que há pouco mais de 5 anos, os moto clubes brasileiros não passavam de 350, ao passo que hoje, pelo que se tem notícia, este número já ultrapassou a marca dos 3.500 em todo o Brasil. Acreditamos que já esta passando o momento de o movimento motociclista organizado em todo o Brasil se mobilizar no sentido de coibir o crescimento desordenado e até desrespeitoso dos moto clubes sem história, sem educação, sem conhecimento e sem nada. Ta dito!
Reinaldo de CARVALHO Bueno
Pres. da Federação dos Moto Clubes do Estado de São Paulo

HISTÓRIA DO MOTO-CLUBISMO

Grupo de Anjos do Inferno em foto de 1965

A história do motociclismo de estrada esta diretamente associada à história dos moto-clubes. A seguir faremos um breve relato dos principais fatos que colaboraram para a edificação deste estilo tão cultuado. 
Data de 1868 a construção da primeira motocicleta, apesar do crescimento do interesse sobre esta máquina fantástica estar cercando a virada do século XX. Desde os primórdios, ela já despertava o instinto de liberdade naqueles poucos que ousavam desafiá-la. Não demorou muito para que esses primeiros motociclistas percebessem as vantagens de viajar em grupo - apesar de que andar de moto já é inevitavelmente um ato solitário. Já na primeira década do século XX se organizavam corridas de motos, o que aumentaria consideravelmente o interesse a admiração por este novo meio de transporte e conseqüentemente a criação de clubes que nada mais eram que entidades sociais de indivíduos que andavam de moto juntos. Neste período nasce o Moto Clube do Brasil primeira associação motociclistica brasileira nos moldes de uma associação, cuja sede ainda hoje resiste no Rio de Janeiro. 
 O que Hollywood conseguiu foi incentivar verdadeiros predadores a criarem moto clubes e constituir verdadeiras gangues, o que fez da década de 50, uma página negra na história do motociclismo. Nasce nesta época também a rivalidade entre alguns clubes e o senso de território.


Marlon Brando no filme "O |Selvagem" 1953

 As motos eram em sua grande maioria Harley’s e passaram a ser despojadas de tudo que não fosse essencial - velocímetro, lanternas, espelhos e banco de carona - com isso ficavam mais leves e ágeis nas disputas. Esse estilo de moto ficou conhecido como Bobber, que mais tarde deu origem as chopper, que eram motos modificadas para viagens - com frente alongada, banco com encosto e santo Antonio -.
 A moto passou a ter grande importância como sendo um complemento da personalidade de seu dono, e como modificações eram sempre feitas pelos próprios motociclistas, não havia assim duas motos iguais.
 A década de 50 também ficou marcada como a década de expansão dos MC’s Americanos para outros países.
 A década de 60 foi fantástica para o movimento motociclistico. As motocicletas voltaram a ser tema de Holywood, Elvis Presley com Roustabout e Steve McQueen com Fugindo do Inferno , alavancaram uma série de filmes sobre o tema que chegou ao seu auge com Easy Riders. 

Elvis Presley & Barbara Stanwick no filme  Roustabout

Finalmente vislumbra-se uma mudança imagem do motociclista com o início da fase romântica do motociclismo, que perdurou até o final da década de 70. Este período fixou o motociclistica como ícone de liberdade e resistência para o sistema. Nesta década, mas precisamente em 1969, nasce no Rio de Janeiro (Balaios MC) o primeiro moto clube Brasileiro que seguia a nova estrutura de hierarquia e irmandade dos Moto-clubes internacionais.
 Nesta década o estilo “motociclistico” assumiu uma nova imagem e vitalidade dentro do aspecto de ampliação de estilos de vida contemporâneos. Estes movimentos revitalizaram a reputação do motociclista e foram responsáveis por atrair motociclistas cujo único desejo era projetar a imagem de diversão saudável, contribuição à comunidade e a liberdade inerentes a experiência das Harley Davidson. Neste período, no Brasil, O Vigilante Rodoviário - Série produzida pela TV Tupi entre 61 e 62 - alimentava a imaginação aventureira de jovens e adultos.
Vigilante Carlos e o cão Lobo



 A década de setenta viu a disseminação dos moto-clubes pelo mundo, alguns se mantiveram fieis às antigas o Harley e outros se adaptaram a outras motos já que nesta década as motos japonesas começaram a dominar o mercado mundial. No Brasil, a instalação de montadoras japonesas e a lei que limitava a importação de motos, tornaram homens como Myster - falecido em 2002 - e os poucos moto clubes existentes, verdadeiros heróis da resistência. Brasil este que após lançar uma associação motociclistica em conformidade com os padrões do inicio do século, padeceu sob um retardo de quase 60 anos na história do motociclismo de estrada mundial.


Motociclista anônimo brasileiro
Notar a nítida influência dos filmes de "riders" americanos

 A partir do final da década de sessenta iniciou-se o movimento de moto-clubes dentro destas novas normas de conduta e irmandade. Os sessenta anos de atraso, foram diluídos nas décadas de 70 e 80. Vivenciamos então a fase romântica de encontros onde o único prazer era viajar para estar com os amigos ao pé de uma fogueira falando sobre motos viagens e sabe-se o que mais.....
 Apesar de tudo, passamos também pelas outras fases, que culminaram com a popularização do estilo no Brasil a partir de 1996, quando inúmeros moto clubes passaram a ser criados.
Bodes do Asfalto - maior moto clube
do Brasil em numero de associados

 Neste período, outra série de filmes como: A sombra de um disfarce e A vingança do justiceiro, insistiam em denegrir a imagem do motociclista.
 Muitos fatores levaram a esta popularização: O crescente aparecimento de moto-clubes - na mídia especializada ou não - desfazia aquela aura de mistério medo, com a liberação da importação, as fabricas japonesas pagando royalties a Harley para copiar seu desenho, a equiparação do dólar ao Real, a abertura de lojas da Harley no Brasil, os políticos visando um colégio eleitoral leal e abandonado e as prefeituras locais buscando ampliar o turismo em suas cidades.
 Comercialmente falando, sangue sugas passaram a criar milhares de eventos por ano - que mais parecem festas juninas do que um encontro motociclistico, com o único intuito de ganhar dinheiro no rastro da popularidade. Isto fez com que a maioria dos moto clubes autênticos, raramente sejam vistos em eventos, passando a organizar cada vez mais viagens exclusivas.


Moto Clube Amazonas - não participa de eventos abertos ao público

 Apesar de tudo, o espírito motociclistico ainda sobrevive no pensamento e na atitude daqueles que compreendem e respeitam seus valores e sua essência.
 Este relato tem o único intuito de concatenar a história do motociclismo de estrada. Se você discorda de algum ponto ou conhece fatos que possam ser acrescentados à narrativa, por favor envie sua colaboração para o e-mail abaixo.

tioborges@rocketmail.com





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